quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Fábulas da vida real


"Nós temos que errar nessa vida, seja para aprender ou seja porque nós somos imperfeitos. O nosso problema, no caso, é que erramos com a pessoa certa". 

Moral da história: não sabiam que estavam errados, muito menos que eram as pessoas certas. Também não se preocuparam em aceitar, mas tiveram um final feliz mesmo que ainda não tenha acabado. 


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Caixa de entrada

Em 13 de novembro de 2012 20:19, O salvador do dia <muitoamor@gmail.com> escreveu:

Ei, você!
Quanto tempo faz? Semanas? Meses? Não importa. Nosso tempo não passa assim (ou, pelo menos, não deveria ser).
Eu perguntaria se está tudo bem, mas eu sei que não está. Sei que você está mal, destruída, atordoada e que também está evitando pensar sobre isso para não desmoronar.
Você quer abraço pra poder chorar de soluçar e pra ouvir que vai ficar tudo bem.

Sabe, vai ficar tudo bem (eu sei que parece um tanto frio quando você não pode encher minha camiseta de lágrimas, mas acredite em mim: Vai ficar tudo bem).

É isso. É a vida: dias ruins, dias bons, dias... Você é maior do que isso porque não é assim que se conta o tempo da vida (ou, pelo menos, não deveria ser).

Um abraço bem apertado, demorado e cheio de amor.

(é o que dá pra fazer agora)

Com carinho

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

in my place


Você nunca vai saber quem eu sou ou o que fiz. Meus sonhos e meus medos, do que eu gosto ou do que eu não gosto.
Seu olhar sempre irá até onde você consiga ver o que acha que está certo, sempre superficial. Você vai distorcer minha imagem, minhas palavras, minha vida. Vai me fazer acreditar que eu estou sempre errada e eu sempre estarei me sentindo culpada.
Você nunca vai ouvir com atenção ou com interesse e eu vou falar, falar e falar e quando eu perceber, você já terá saído dali ou vai dizer que eu falo demais.
Não ganharei abraços, boa noites, apoio moral ou remédio quando eu estiver doente. Você não vai estar lá quando eu precisar, mas vai dizer que eu preciso crescer sozinha.
Nunca haverá um elogio seu, mas sempre as dúvidas sobre as minhas conquistas e também tudo o que eu fiz errado.

Esse é o limão que a vida me deu e eu não sei fazer limonada. Tudo o que eu queria era encontrar o meu lugar no mundo e deixar o limão para trás. 


"I don’t exactly feel lost, it’s more like I feel misplaced. I most belong somewhere, but I don’t think I belong here".


domingo, 30 de setembro de 2012

#SemptemberBestGifsAwards

Vai começar, vem gente!

Boa noite, lindos e lindas, está no ar o "September Best Gifs Awards"! Recebam nossas apresentadoras da noite: Nayara Henriques e Isabella Daian!


N: Boa noite!
I: Boa noite!

N: Antes de começarmos a entrega do prêmio, em homenagem ao The Voice Brasil, temos uma apresentação especial de Claudinha Milk


I: Ops! Vamos agora ao nosso título "Hors Concours"... Estrelando Ryan Gosling e Rachel McAdams.


N: Também conhecido "Prêmio Recalque nosso de cada dia"... E agora, na categoria "All my feelings", o vencedor é... 

I: Parabéns, Kurt! Vamos dar uma olhada na nossa platéia? 


I: E agora uma homenagem a nós, mulheres, com Jennifer Aniston.

N: E agora, na categoria "Tô nem aí", a vencedora é... Nina Dobrev! 


I: E na categoria "Transporte da Depressão", o vencedor é...

N: Conta pra gente, Charlie, o que vem agora...

I: É categoria "F*cking Ben"! E a vencedora é...
N e I: CAMERON DIAZ!


N: E com vocês LMFAO e Ricky Martin!



I: E vencedor da categoria "Estagiário Merece" é... 


N: Alô, produção, estamos com alguns problemas na platéia!

I: Calma, Nay, Harry Potter foi resolver nosso problema!



I: Ou não!
N: E agora, na categoria "Melhor descrição de vida amorosa"... nossa vencedora é...

I: IT'S BRITNEY, BITCH!

I: Na categoria "Let me love you", o vencedor é ele... o grande, forte e poderoso: HULK!


N: Parabéns, seu lindo!


I: E na categoria "Melhor Jurado", nosso vencedor é o insubstituível: SIMON!

N: Vamos ver algumas reações da platéia!

N: E na categoria "WTF?", o vencedor é...


I: Vamos aos agradecimentos dos vencedores...

N: E na categoria "Como sobreviver na solteirice atual", a vencedora é...


I: PAREM TUDO... CHEGOU O GRANDE MOMENTO!


N: O grande prêmio da noite!
I e N: THE SEPTEMBER BEST GIF!

I: E o vencedor é...
N: Música de suspense...

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PARABÉNS, LANA, CHANDLER E BRITNEY! 

Até outubro!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

under my umbrella, ella, ella, ê, ê, ê!

Veio a chuva e levou embora todo meu sofrimento com aquele calor sem fim. Não nasci para o calor. Fico lenta, irritada, tudo incomoda e ainda nasci num lugar sem praias (ah é! não gosto de praia).
Adoro chuva. Eu sei que há os problemas de trânsito, transporte público, enchentes, mas ainda me encho de amor nos dias cinzas e úmidos. 
E o que é bom pra fazer nos dias de chuva? Beijar (ok, é bom na rua, na chuva, na fazenda, na casinha de sapê... mas, na chuva tem um charme a mais). 

Não tem clichê mais deliciosamente molhado do que esse. Então, vamos aproveitar, né? 
Já vou começar com um argumento muito forte (lindo, sensual, vem ser lindo aqui do meu lado): Ryan Gosling. 
"It wasn't over. It still isn't over" (O cara te pega com um braço só! Só pra constar).

Tem também o argumento heroico. Fala Beija aí, Peter Park! 

Ah é! E tem a versão The O.C. desse beijo. Que a coisa mais fofa dessa vida - clique aqui
"Cohen is so hot"

Tem também o argumento Bonequinha de Luxo. Que é muito amor <3

Tem beijo de Homem sem Medo (Demolidor) que é um dos meus filmes favoritos e que também entra nos beijos heroicos (vida épica também é boa HAHAHAHAHAHAH) 

Tem tá permitido para amor adolescente. Revisar contos de fadas faz um bem danado (Hilary Duff e Chad Murray Michael que o digam). 

Falando em Chad, temos que falar em One Tree Hill. É quase uma família com tradições de beijos na chuva.

Alá, Lucas (Chad de novo)! 

Querido John, choveu e me lembrei de você. Saudades. 

Pela minha pesquisa, montei uma pasta com mais de 200 imagens e 50 vídeos, mas, na boa, DESLIGA ESSE COMPUTADOR E VAI BEIJAR NA CHUVA!


Amanhã tem música para dias de chuva!


Fonte das imagens: Título, The Notebook, Spiderman

sábado, 22 de setembro de 2012

Não era amor, era virose

Ele tinha dezoito anos e era lindo, ainda é. Ela tinha quatorze e acreditava que mudaria o mundo, mudou. A verdade é que ela parecia saber muito mais da vida do que ele, mas não sabia. Provavelmente sabiam o mesmo e era bem pouco. 
Se gostavam de verdade, queriam que aquilo funcionasse. "Aquilo" era um namoro que ela apelidou de "rolo sério" e ele apenas não se preocupou com nomes, afinal eles estavam juntos e era só o que importava. O problema é que em algum ponto dessa história, eles passaram a se importar demais com outras coisas. 
Ninguém sabe dizer se foi aí que tudo deu errado ou se já estava errado desde o começo, entretanto a lembrança daquela semana parece ser a melhor explicação. 
Uma semana inteira de saco cheio. Uma semana para ficar do lado de quem se gosta. Uma semana que começou no final da sexta-feira e que logo se transformou num festival de dores, febre, enjoos... 
Ela achou que iria morrer. Ele riu. Então, ele achou que havia morrido. Ela apenas desejou que tudo aquilo acabasse logo. 
Não poderia ficar pior e então resolveram tornar aquela situação num "veja pelo lado bom". Não que houvesse algo realmente positivo em se passar horas deitado no chão do banheiro porque ela se recusa a vomitar, mas era o que tinha para aquele hoje. 
A semana foi longa, os dias intermináveis e nada daquilo parecia certo. Por mais que tentassem, apenas se cansavam mais. E quando ela chorou porque apenas queria ir para casa, ele apenas a abraçou e disse que tudo ficaria bem, mas que se ela realmente quisesse ir antes disso, ele a levaria. 
Ela ficou bem. Então, foi a vez dele de se contorcer em desespero, em dor. Ela apenas ficou ali ao lado e disse que jamais sairia dali. 
A semana chegou ao fim, os remédios fizeram efeito, a dor passou e eles estavam bem, juntos e era o que mais importava naquele momento. E, ainda assim, não era amor, era virose. 


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Um conto sobre nada

Acordou do lado mofado do quarto. Não que houvesse outra opção, pois aquele sempre fora o seu lado. Mesmo após inúmeras reclamações sobre a posição da cama, que era desconfortável e lhe dava a sensação de estar sempre vulnerável, continuava ali respirando toda a sorte de fungos e com a sensação eterna de nariz entupido e uma tosse incurável.
Não tinha muitas expectativas quanto àquele lugar, jamais tivera espaço em sua própria casa. Ali era apenas um lugar onde poderia comer, dormir, tomar banho, acessar a internet, manter as suas (supostamente) coisas e se sentir como uma pessoa estranha que é acolhida sabe-se lá o porquê.
Esse tipo de pensamento, aparentemente dramático, era constante. Todas as manhãs, a sensação de derrota, de querer sair e nunca mais voltar, mas sempre voltava. Não havia para onde ir.
Gostava, aliás, amava as pessoas daquele lugar, apesar de toda sorte de dificuldades de relacionamento. Sabia que não era uma pessoa fácil de lidar, portanto aceitava, mesmo com dor, o tratamento recebido pela família. Não que fosse superior a tudo aquilo, apenas não tinha mais forças para lutar contra o próprio ego e mostrar mais afeto. A propósito, descobrira recentemente seu problema de afeto, não sabia demonstrar e, muito menos, recebe-lo. A partir daí deveria ter sido mais simples assimilar a máxima de que só se recebe afeto quando se demonstra afeto, mas não foi.
Havia várias opções de sentimentos que poderiam prevalecer em sua vida, entretanto escolheu a apatia. Não foi uma escolha totalmente voluntária, apenas fazia parte do processo de sua existência: fase eufórica, fase apática, fase de normalidade, fase eufórica, fase apática, fase de normalidade... Um ciclo sem fim. Depois de um período de euforia em que tudo parecia que ia dar certo, entrou naquele momento em que tudo parece tedioso. Não fazia questão de nada e nem de ninguém, mesmo que fosse importante. Tudo parecia sem brilho, sem cor, sem graça, sem propósito e não tinha nada a ver com as coisas ou as pessoas, era sobre sua própria perspectiva. Colocou um filtro de percepção em sua vida, um filtro embaçado, escuro, fosco... sabia disso tudo e mesmo assim não reagia.
De repente, se pegou pensando nas amizades perdidas, naquelas pessoas por quem nutria muito afeto, mas com quem não falava há tempos. Não sabia mais como falar com aquelas pessoas, pois perdeu a intimidade, a proximidade. Percebeu, então, que era isso que fazia em suas fases apáticas: se isolava, se afastava, não se importava... E, claro, o saldo final era negativo.
A epifania abalou todas as suas convicções. Foi como um soco na boca do estômago que faz perder a respiração. Perdeu o ar, a sensação era que iria sufocar-se em meio a tanta culpa, tristeza e remorso. Sabia da sua parcela de culpa em sua eterna sensação de abandono, mas não sabia que era a causa exclusiva de tudo isso.
Percebeu que pode ter causado muita mágoa naquelas pessoas e tentou dimensionar todo o mal que causou. Era horrível, ainda é. E piorava quando se dava conta de que não conseguiria reparar tudo isso. Mesmo que pedisse desculpa por tudo aquilo, que se explicasse e mostrasse que não era sua intenção, sabia que estava feito, que não há como apagar o que já foi dito ou mudar o que já foi feito.
Num esforço de fazer o corpo doer, tentou encher o coração de afeto para tentar remediar tudo aquilo. Não funcionou. Ainda não sabia como gerenciar a afetividade e, muito menos, como se retratar. Então, em uma atitude desesperada, procurou algum lugar onde poderia se sentir bem, onde pertencesse, para tentar organizar toda aquela bagunça de sentimentos, emoções, lembranças... Mas, não tinha espaço naquela casa, em qualquer lugar se sentiria vulnerável. Tentou, até mesmo, dentro do armário: sentou lá dentro, fechou as portas e, por alguns minutos, parecia que tinha encontrado um pequeno espaço que era seu. Porém, logo o cheiro de mofo venceu aquela sensação e todo aquele pensamento de todas as manhãs lhe dominou por inteiro.
Sabia, sempre soube, que haveria incontáveis batalhas e de que nada adiantaria fugir, pois teria que encarar tudo isso inevitavelmente e, mesmo assim, escolheu mais uma vez dormir do lado mofado do quarto e se deixar levar por tudo aquilo...




sábado, 4 de agosto de 2012

Achados e perdidos

É uma busca constante. Procurando sempre, nunca encontrando. Me perco nessas buscas e, de repente, já não sei dizer o que eu queria encontrar e, estou tão perdida, que não sei como voltar ao começo. Nem mesmo sei como, onde ou o porquê. 
Tenho medo de que, toda essa ânsia de achar o pote de outro no final do arco-íris, me impeça de aproveitar os outros achados dessa busca. Encontrei tanta coisa pelo caminho! Nada planejado ou esperado, talvez algumas coisas, mas não sei como lidar com as surpresas, com o inesperado. Já deixei, até mesmo, de perceber o que estava pelo caminho por restringir a vista e deixar me levar por um foco restrito. 
Muitas buscas erradas, muitos objetivos tortos, caminhos inexistentes, desistências, recálculo de rotas, paradas, lágrimas, suor e sangue. 
Também acertei, aprendi, achei a melhor rota, encontrei, fui encontrada, persisti, venci, construí, amei e ainda teve abraço, carinho e colo. 
Então, continuo, entre erros e acertos, sonhos, expectativas e decepções. Me frusto, me enraiveço, me desespero... Aaaaaaaaah! Mas, ainda há amor, música, amigos, família... ainda pulsa! 
A oscilação é constante e talvez a grande busca seja por equilíbrio ou por um abraço de Tony Almeida. Não sei. Acredito na possibilidade de se encontrar muito mais ou muito menos, mas ainda sim preencher o coração, onde eu guardo os meus tesouros. 

"I will always find you" - mesmo que demore 22 episódios.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Esperas vazias

Eu deveria estar trabalhando, mas não consigo me concentrar com essa dor da sinusite. Quero sentar no cantinho e chorar de dor e de solidão.
Chorei de novo antes de dormir e a dor só aumentou, a dor física e a dor da alma. 
Entendo todos os motivos, de verdade. Mas, dói e isso eu não posso controlar. Nunca é fácil ser a única a se importar. É uma espera eterna por um telefonema de alguém com quem não se fala há tempos, mas por quem se nutre um carinho sem fim: eu sei que posso ligar, mas gostaria que a iniciativa fosse do outro, para me sentir lembrada, amada... Saber que alguém se importa. 
Talvez, esse alguém também esteja na espera pelo meu telefonema, faz todo sentido. Então, liguei... uma, duas, três... dez vezes! Faria sentido, agora, a pessoa me ligar, pelo menos uma única vez. 
A vida passou e o telefone não tocou. Entendo que tudo possa ter acontecido, mas continua doendo. 


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Voltei

A ideia era o blog ficar suspenso por algum tempo, mas ele foi excluído. Não sei como. Aos poucos, eu vou reorganizando tudo por aqui. Queria republicar os textos, mas só tenho parte deles (são quatro anos da primeira postagem até aqui).
Voltei. Acho que é assim mesmo: nós sempre voltamos para aquilo que realmente faz parte da gente. Escrever é uma parte de mim. Provavelmente, não é a melhor parte e nem precisa ser.
Estou aqui, de páginas (postagens) abertas! Sabe, mais de um ano se passou desde a última vez em que eu postei e a vida toda mudou. Sim, eu sei que a vida muda o tempo todo e todo o discurso de que a mudança é a única constante das nossas vidas, só que dessa vez é diferente, as mudanças são muito maiores, mais radiciais, mais aparentes, mais, mais, MAIS...
Ao que tudo indica, estou me tornando adulta. Não sei dizer o que define o momento em que alguém "adultece", aliás não existe o verbo "adultecer", o que me parece bem estranho, pois eu não acho amadurecer seja sinônimo. Maturidade não vem necessariamente com a fase adulta.
Tenho me estranhado e isso é bom, pois o pior que pode acontecer na vida é se acomodar consigo mesmo (constância da mudança ou seria a mudança constante ou mudar constantemente ou não seria?). Bom, estou me desacomodando, fiquem á vontade.

"Quando eu decidi criar o Bossa Rock, eu decidi também encerrar o Divã. E vejam bem, não é uma troca, mas, é um encerramento do que já não cabe mais em mim" - Comecei assim (com vírgulas erradas) e voltei porque ainda cabe em mim.