quarta-feira, 25 de julho de 2012

Esperas vazias

Eu deveria estar trabalhando, mas não consigo me concentrar com essa dor da sinusite. Quero sentar no cantinho e chorar de dor e de solidão.
Chorei de novo antes de dormir e a dor só aumentou, a dor física e a dor da alma. 
Entendo todos os motivos, de verdade. Mas, dói e isso eu não posso controlar. Nunca é fácil ser a única a se importar. É uma espera eterna por um telefonema de alguém com quem não se fala há tempos, mas por quem se nutre um carinho sem fim: eu sei que posso ligar, mas gostaria que a iniciativa fosse do outro, para me sentir lembrada, amada... Saber que alguém se importa. 
Talvez, esse alguém também esteja na espera pelo meu telefonema, faz todo sentido. Então, liguei... uma, duas, três... dez vezes! Faria sentido, agora, a pessoa me ligar, pelo menos uma única vez. 
A vida passou e o telefone não tocou. Entendo que tudo possa ter acontecido, mas continua doendo. 


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Voltei

A ideia era o blog ficar suspenso por algum tempo, mas ele foi excluído. Não sei como. Aos poucos, eu vou reorganizando tudo por aqui. Queria republicar os textos, mas só tenho parte deles (são quatro anos da primeira postagem até aqui).
Voltei. Acho que é assim mesmo: nós sempre voltamos para aquilo que realmente faz parte da gente. Escrever é uma parte de mim. Provavelmente, não é a melhor parte e nem precisa ser.
Estou aqui, de páginas (postagens) abertas! Sabe, mais de um ano se passou desde a última vez em que eu postei e a vida toda mudou. Sim, eu sei que a vida muda o tempo todo e todo o discurso de que a mudança é a única constante das nossas vidas, só que dessa vez é diferente, as mudanças são muito maiores, mais radiciais, mais aparentes, mais, mais, MAIS...
Ao que tudo indica, estou me tornando adulta. Não sei dizer o que define o momento em que alguém "adultece", aliás não existe o verbo "adultecer", o que me parece bem estranho, pois eu não acho amadurecer seja sinônimo. Maturidade não vem necessariamente com a fase adulta.
Tenho me estranhado e isso é bom, pois o pior que pode acontecer na vida é se acomodar consigo mesmo (constância da mudança ou seria a mudança constante ou mudar constantemente ou não seria?). Bom, estou me desacomodando, fiquem á vontade.

"Quando eu decidi criar o Bossa Rock, eu decidi também encerrar o Divã. E vejam bem, não é uma troca, mas, é um encerramento do que já não cabe mais em mim" - Comecei assim (com vírgulas erradas) e voltei porque ainda cabe em mim.